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A cura pode estar próxima, como vamos ver abaixo.
Pesquisas com animais mostram caminhos para cura da distrofia muscular
O Brasil se destacou nas
pesquisas científicas no final do século XX e o estudo que liderou o ranking
da área de saúde foi a decodificação do DNA. Essa descoberta abre caminho
para a cura de várias doenças que até então eram consideradas como incuráveis.
A distrofia muscular é uma delas. A doença é provocada pela falta ou pela
mutação de uma proteína chamada distrofina. É essa proteína que mantém a
saúde de todos os músculos do corpo. A distrofia afeta a musculatura esquelética,
respiratória e cardíaca. Nos casos mais graves, a musculatura não tem força
nem para manter o coração pulsando e pode levar à morte. A distrofia é um
problema genético, mas, mesmo com pais sadios é possível que um filho possa
vir a ter a doença.
A distrofia muscular ainda não tem cura conhecida, mas, uma
esperança surge com o cachorro da raça labrador que está sendo trazido da
Universidade de Missouri - EUA. Uma pesquisa inovadora realizada pelo professor
do departamento de Genética da USP, o médico Sérgio Dani, que está em
andamento há dois anos com cães dessa raça está tendo bons resultados. O
professor explica que o motivo da pesquisa ser realizada com os cães é por
eles terem um porte maior e uma musculatura mais próxima ao ser humano. Dani
quer transplantar células da medula óssea de cães sadios para cães doentes.
A intenção é fazer com que as novas células se multipliquem e produzam a
proteína que impede o avanço da doença. De acordo com o professor, a experiência
já deu certo com ratos. "Nós nunca estivemos tão perto de um tratamento
da distrofia muscular. Isso já é uma grande coisa. A terapia gênica ou
transplante da medula pode representar uma expectativa de cura", explica.
Dados da pesquisa revelam que um em cada três mil e
quinhentos seres humanos pode ter a distrofia muscular. No Brasil, cerca de sete
a dez mil pessoas sofrem a doença. Segundo Sérgio Dani é alta a incidência.
"Se tudo der certo, no ano que vem começam os testes em seres humanos. A
cura então vai estar a um passo de ser encontrada", conclui o professor
Proteína contra a distrofia